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Política

PSDB intensifica articulações para atrair Moacyr para o palanque

Marcos Tomé/Região News

05 de Março de 2021 - 09:59

PSDB intensifica articulações para atrair Moacyr para o palanque
Empresário Moacyr Almeida. Foto: Arquivo/RN

Enquanto o cenário é de indefinição sobre quem será o candidato da base de apoio ao ex-prefeito Daltro Fiúza (MDB), mais votado nas eleições de novembro de 2020, que teve o registro de sua candidatura indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no ninho tucano a palavra de ordem é atrair para o palanque o empresário, Moacyr de Almeida Filho.

Moacyr da Vacaria, como é conhecido, surpreendeu o meio político na eleição passada quando obteve das urnas 14.04% da votação válida numa candidatura solo, sem construir uma chapa significativa de candidatos a vereador, muito menos, ter tido o apoio de outras agremiações partidárias.

Antes de se filiar ao Patriotas, partido que disputou a eleição, o empresário estava filiado ao PSDB e alimentava a esperança de ser o candidato dos tucanos, mas o ex-prefeito Enelvo, como não conseguiu se eleger deputado estadual em 2018, acabou ocupando naturalmente este espaço já que detém o controle do partido e na prática, é a principal liderança tucana.

Acuado, Moacyr decidiu construir outro caminho se filiando ao Patriotas para disputar a eleição contra os dois ex-prefeitos que polarizaram a eleição; Daltro Fiuza e o já citado, Enelvo Felini, num projeto de terceira via. Os 3.219 votos de Moacyr da Vacaria podem ter custado à Enelvo sua eleição, já que pertenciam ao mesmo grupo político; o PSDB.

Enelvo, que foi o segundo mais votado na eleição de 2020 com 9.057 votos (39.51%), trabalha agora com a possibilidade de neutralizar uma possível candidatura de Moacyr Almeida e contar com seu apoio para atrair o eleitorado. O mais votado foi Daltro Fiuza; 10.646 votos (46.44%).

Ouvido pela reportagem, Moacyr não descartou fazer uma composição, embora tenha dado sinais de disputar a eleição nos mesmos moldes (carreira solo) num projeto de ser uma opção de mudança para o eleitor. “Essa política do troca-troca, dos conchavos, do toma lá, da cá, não serve mais”, argumenta.

Precisamos de uma política nova. De homens e mulheres que tenham compromisso com a seriedade e com o desenvolvimento da cidade”, revela. O empresário reafirma que as articulações são inerentes do meio político, mas só irá compor, caso seja este o entendimento de seu grupo político.

Não estou em busca de emprego muito menos de espaço. Hoje eu diria que 90% das chances é de eu vá de fato disputar esta eleição suplementar, mas caso o grupo tenha outro entendimento, quero participar de um projeto onde eu me encaixo para somar com a cidade de Sidrolândia”, finaliza.