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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Domingo, 25 de Outubro de 2020

Sidrolândia

Justiça condena a mais de 21 anos de prisão rapaz que estrangulou a namorada com fio

O auxiliar de serralheiro foi condenado a 19 anos e 9 meses por homicídio qualificado e mais dois anos por ocultação de cadáver.

Flávio Paes./Região News

25 de Setembro de 2020 - 15:45

Julgamento de Paulo Eduardo dos Santos. Foto: Leoni Marcos/Região News

O Conselho de Sentença do Tribunal de Justiça condenou a 21 anos e 9 meses de prisão, Paulo Eduardo dos Santos, que em 29 de março do ano passado, matou estrangulada, com fio de carregador e uma coleira de cachorro, a namorada Jheniffer Cáceres de Oliveira, 17 anos. O auxiliar de serralheiro foi condenado a 19 anos e 9 meses por homicídio qualificado e mais dois anos por ocultação de cadáver.

Paulo cometeu o crime, dormiu ao lado do cadáver da jovem e foi trabalhar no dia seguinte, como se nada tivesse acontecido, além de comparecer as aulas de autoescola. O crime só veio à tona dois dias depois, porque na segunda-feira, vizinhos do casal, que morava num conjunto de quitinetes na Rua Minas Gerais, chamaram a polícia por causa do mau cheiro exalado pelo corpo de Jheniffer que já entrava em estado de decomposição.

No último dia 22 de julho, a Defensoria Pública (que atua na defesa do rapaz), chegou a entrar o pedido de relaxamento da prisão preventiva, para que ele aguardasse o julgamento em liberdade sob o argumento de que, mantido em cárcere, Paulo se expunha contrair o novo coronavírus. A juíza Silvia Eliane, após ouvir a manifestação do Ministério Público (contrária ao relaxamento da prisão), rejeitou o pedido da defesa.

O crime:

Jhenffier Cáceres de Oliveira, namorava há 1 ano e 4 meses com Paulo que no interrogatório à Polícia, no dia 1º de abril de 2019, admitiu ser usuário de droga e confessou o crime. Ela trabalhava como babá, não tinha contato com a mãe biológica e a mãe adotiva morreu.

Paulo Eduardo dos Santos e Jheniffer Cáceres de Oliveira. Foto: Divulgação/Rede Social

Na sexta-feira à noite, que antecedeu ao crime ela e o namorado estavam bebendo em uma casa noturna quando o rapaz teve um ataque de ciúmes porque a jovem estava dançando e também conversando com um amigo. Os dois discutiram no local e voltaram para casa.

A briga continuou na quitinete onde moravam na Rua Minas Gerais, no Jardim Jandaia, e a certa altura a vítima teria tentado bater em Paulo com um cabo de vassoura e acertá-lo com uma faca. O suspeito confessou que tentou estrangulá-la com as mãos e depois com o fio de um carregador.

O fio arrebentou e ele então pegou uma coleira de cachorro que estava no chão e a matou por esganadura. Segundo relato de uma vizinha do casal, dona Evanilda Maria Lovera, enquanto brigava com o namorado, a jovem gritou por socorro. De pronto apelou para que Paulo cessasse as agressões, do contrário chamaria a Polícia.

Como a situação aparentemente se acalmou a vizinha foi dormir. Só que no interior da quitinete, o assassino foi pra cima novamente da vítima. A derrubou no chão e passou apertar o pescoço da moça mais ela resistia.

Foi então que pegou um fio de carregador de celular e a esganou com o objeto, até que o fio arrebentou. Recorreu então a coleira do cachorro e tornou a esganar a vítima até que esta viesse a óbito por asfixia.

Consumado o crime, conforme seu interrogatório na Delegacia, enrolou o corpo da vítima num lençol e foi dormiu. No sábado e domingo manteve sua rotina, inclusive foi trabalhar. Acabou preso na segunda-feira, dia 1º de abril, quando a Polícia (acionada pelos vizinhos) descobriu o corpo da jovem que só foi sepultada 4 dias depois em Dois Irmãos do Buriti, quando o Instituto Médico Legal e Odontológico de Campo Grande, liberou o corpo.