SIDROLÂNDIA- MS
Após mediação da Funai, indígenas deixam sede de fazenda ocupada em Sidrolândia
A informação foi confirmada neste domingo (14) pelo ministro dos Povos Indígenas, Luiz Henrique Eloy Amado.
Redação/Região News
14 de Junho de 2026 - 13:21

Os indígenas terena que ocuparam a sede da Fazenda São Sebastião, em Sidrolândia, deixaram a propriedade após mediação conduzida pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e pelo Ministério dos Povos Indígenas. A informação foi confirmada neste domingo (14) pelo ministro dos Povos Indígenas, Luiz Henrique Eloy Amado.
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Segundo o ministro, o governo federal acompanha a situação desde o início da mobilização e mantém diálogo com as lideranças indígenas e com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul. De acordo com informações repassadas pela coordenação regional da Funai, houve uma tentativa de ocupação da sede da propriedade, mas os manifestantes não permanecem mais no local.
Estamos acompanhando. A Funai já está no local conversando com as lideranças para a gente resolver essa situação", afirmou Eloy.
A ocupação ocorreu em uma área reivindicada por indígenas do território Buriti, que alegam sobreposição da Fazenda São Sebastião aos 17,2 mil hectares da Terra Indígena Buriti. O processo de demarcação da área está paralisado desde 2013.
O ministro informou que o trabalho do governo neste momento é evitar o agravamento do conflito e buscar uma solução por meio do diálogo. Segundo ele, as lideranças indígenas foram orientadas a deixar a propriedade e aguardar o avanço das negociações envolvendo o processo demarcatório.
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Durante a ocupação, proprietários rurais relataram o desaparecimento de máquinas e equipamentos. Eloy afirmou que servidores da Funai estão verificando a situação para repassar informações às autoridades competentes e viabilizar a devolução dos bens eventualmente retirados da fazenda.
PM relata danos e mantém operação na região

Em nota, a Polícia Militar informou que equipes especializadas atuaram nas fazendas São Sebastião e Água Clara para conter invasões de propriedade, atos de vandalismo e crimes ambientais.
Segundo a corporação, foram registrados danos a maquinários agrícolas, furto de insumos, focos de incêndio e derrubada de árvores que teriam sido utilizadas como barricadas para dificultar o acesso das forças de segurança. Equipes permanecem na região para garantir a ordem e localizar objetos que teriam sido levados durante a ocupação.
Conflito remete ao caso Oziel Terena
Ao comentar o impasse, o ministro recordou os conflitos registrados no território Buriti em 2013, quando o indígena Oziel Gabriel Terena morreu durante uma ação de reintegração de posse envolvendo forças policiais.
Investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal concluíram que o projétil que atingiu Oziel partiu de uma arma utilizada pela Polícia Federal, embora não tenha sido possível identificar qual agente efetuou o disparo.
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Eloy afirmou que o governo federal já discutia a retomada da mesa de diálogo criada após aqueles confrontos e revelou que há uma sinalização do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, para a realização de uma reunião nos próximos meses com o objetivo de buscar uma solução para o conflito fundiário na região.
O ministro também fez um apelo às lideranças indígenas e aos produtores rurais para que evitem confrontos e aguardem a condução institucional das negociações.
"Estamos pedindo para as lideranças aguardarem. Também fiz esse apelo ao presidente da Famasul para que os fazendeiros não façam justiça com as próprias mãos e para que a situação seja resolvida de forma dialogada e dentro dos caminhos legais", declarou.




