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SIDROLÂNDIA- MS

Em sabatina na Câmara, pais cobram monitores e denunciam precariedade no transporte escolar

A reunião foi marcada por depoimentos emocionados, críticas à gestão e cobranças por soluções imediatas.

Redação/Região News

02 de Março de 2026 - 14:17

Em sabatina na Câmara, pais cobram monitores e denunciam precariedade no transporte escolar
A reunião foi marcada por depoimentos emocionados. Foto: Marcos Tomé/Região News

O superintendente de Transporte Escolar, Luiz Cezar Assmann, Di Cezar, foi sabatinado por pais e avós de alunos da zona rural na manhã desta segunda-feira na Câmara Municipal de Sidrolândia. A reunião foi marcada por depoimentos emocionados, críticas à gestão e cobranças por soluções imediatas.

Em sabatina na Câmara, pais cobram monitores e denunciam precariedade no transporte escolar
Clotilde da Silva Melo.  Foto: Marcos Tomé/Região News

Moradora da região do Cantagalo, Dona Clotilde da Silva Melo, afirmou que parte dos problemas de itinerário devem ser ajustada após a reunião, mas que a segurança continua sendo a principal preocupação.

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Segundo ela, os netos de 10 e 11 anos, ambos com necessidades especiais saem do assentamento às 4h40 da manhã. Às 5h40, fazem nova parada no restaurante do Cantagalo Novo para troca de veículo e, só então, seguem para a cidade.

A reunião foi marcada por depoimentos emocionados, críticas à gestão e cobranças por soluções imediatas".

“Antes saíam mais tarde e chegavam em casa sem atraso. Hoje fazem muitas paradas em fazendas. Eu acompanhei e filmei os horários”, relatou. Ela também criticou as condições do ônibus. “É antigo e leva muitas crianças. Se fosse um ônibus em melhores condições, já melhoraria muito.”

“Não se pode exigir do motorista que cuide das crianças. Ele precisa dirigir. As crianças ficam desamparadas", avalia.

Josiane de Oliveira Macedo, moradora da região da Laguna, proximidades da Fazenda Volta Grande, no Piqui, também fez um relato detalhado da situação enfrentada por seu filho de apenas quatro anos.

Em sabatina na Câmara, pais cobram monitores e denunciam precariedade no transporte escolar
As famílias, dizem que aguardam medidas concretas. Foto: Marcos Tomé/Região News

Heitor Miguel acorda diariamente às 4h30 da manhã para utilizar o transporte escolar que percorre cerca de 45 quilômetros até Sidrolândia. O ônibus para praticamente em frente à residência da família, localizada em um aviário.

Segundo Josiane, a maioria das crianças transportadas tem entre 4 e 10 anos, incluindo uma criança com necessidades especiais que frequenta a APAE. Com eles também seguem jovens e adolescentes.

Em sabatina na Câmara, pais cobram monitores e denunciam precariedade no transporte escolar
Segundo Josiane, a maioria das crianças transportadas tem entre 4 e 10 anos, incluindo uma criança com necessidades especiais que frequenta a APAE. Foto: Marcos Tomé/Região News

Ao chegar ao CMEI Irmã Demétria, o filho de Josiane conta com a ajuda de uma vizinha para desembarcar, já que não há monitor responsável pelo acompanhamento. Um dos episódios mais graves relatados ocorreu quando o ônibus perdeu uma roda durante o trajeto, próximo aos aviários, em uma descida.

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“Eles estavam a caminho da escola quando a roda se soltou. Graças a Deus, o motorista conseguiu encostar no acostamento. Do contrário, o ônibus desceria a ladeira”, contou.

O veículo acessa a BR-060, no sentido Nioaque, o que aumenta a apreensão das famílias quanto à segurança. Outros pais também relataram a situação enfrentada por alunos residentes no assentamento Eldorado, onde há crianças que acordam às 3h da manhã para frequentar a escola. Uma adolescente de 14 anos percorre 103 quilômetros diariamente para estudar.

Segundo Josiane  até o momento, nenhuma solução concreta foi apresentada e disse ter se sentido desrespeitada pelo comportamento do superintendente durante a reunião, que teria demonstrado indiferença diante das reivindicações.

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Ao final do encontro, Di Cezar garantiu que a situação será reavaliada e que a administração buscará normalizar os itinerários. Foto: Marcos Tomé/Região News

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Ao final do encontro, Di Cezar garantiu que a situação será reavaliada e que a administração buscará normalizar os itinerários e garantir mais segurança aos alunos. As famílias, no entanto, dizem que aguardam medidas concretas.“Não queremos esperar acontecer uma tragédia para que algo seja feito”, resumiu uma das avós presentes.