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SIDROLÂNDIA- MS

Justiça arquiva processo por tráfico após morte de acusada vítima de tuberculose

A acusada foi presa em janeiro pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com mais de 10 quilos de drogas durante fiscalização na BR-060, em Sidrolândia.

Redação/Região News

11 de Março de 2026 - 08:54

Justiça arquiva processo por tráfico após morte de acusada vítima de tuberculose
Ilustrativa

O processo por tráfico de drogas contra D.B, de 46 anos, foi arquivado após a confirmação de sua morte. A acusada foi presa em janeiro pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com mais de 10 quilos de drogas durante fiscalização na BR-060, em Sidrolândia.

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D.B passou mal enquanto estava custodiada e apresentou os primeiros sintomas da doença no dia 22 de fevereiro, com febre alta e dores abdominais. No dia seguinte, diante do agravamento do quadro clínico, foi encaminhada para atendimento hospitalar em Campo Grande, onde permaneceu internada até falecer.

O laudo médico apontou que a causa da morte foi tuberculose, doença infecciosa que afeta principalmente os pulmões. Com o falecimento da acusada, a Justiça determinou o arquivamento do processo criminal, uma vez que a morte do réu extingue a punibilidade.

Prisão ocorreu em fiscalização da PRF

A prisão ocorreu em 12 de janeiro de 2026, quando agentes da PRF realizavam fiscalização de equipamentos obrigatórios em um ônibus da viação Cruzeiro do Sul que fazia o trajeto Dourados – Campo Grande.

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Durante a inspeção no bagageiro do veículo, os policiais perceberam um forte odor característico de maconha. Ao abrirem uma mala preta, encontraram 50 tabletes de maconha, totalizando 5,3 quilos, além de 53 tabletes de haxixe, com peso aproximado de 5,5 quilos.

A bagagem estava vinculada a D.B. Aos policiais, ela relatou ter sido contactada por uma pessoa em Angra dos Reis (RJ) para transportar a mala até o município fluminense, onde receberia R$ 5 mil pelo serviço. Segundo o relato, ela afirmou não saber exatamente o conteúdo da bagagem, mas suspeitava que se tratava de droga.

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Na ocasião, foram apreendidos três comprovantes de bagagem e um celular Samsung, que passaram a integrar o conjunto de provas do inquérito.

Mesmo com o arquivamento do processo em relação à acusada, a droga apreendida permanece vinculada ao procedimento, caso surjam novas investigações sobre possíveis envolvidos no transporte do entorpecente.