SIDROLÂNDIA- MS
Mais de 40% dos inscritos no CadÚnico em idade produtiva estão fora do mercado de trabalho
Mais de 40% das pessoas cadastradas em idade produtiva (que tem entre 16 e 65 anos de idade) não exerceram nenhuma atividade remunerada nos últimos 12 meses.
Redação/Região News
25 de Janeiro de 2026 - 19:19

Levantamento com base nos dados do Cadastro Único (CadÚnico) revela que Sidrolândia enfrenta um desafio estrutural na inserção da população vulnerável no mercado de trabalho. Mais de 40% das pessoas cadastradas em idade produtiva (que tem entre 16 e 65 anos de idade) não exerceram nenhuma atividade remunerada nos últimos 12 meses.
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Dos 16.564 moradores em idade produtiva inscritos no CadÚnico, apenas 9.030 desenvolveram alguma atividade remunerada, enquanto 7.364 pessoas permaneceram totalmente fora do mercado de trabalho, o que representa 44,5% desse público.
O perfil educacional dos cadastrados ajuda a explicar em parte a exclusão produtiva. Entre as pessoas em idade ativa, quase 47% não possuem nenhuma instrução formal e 14% não concluíram o ensino fundamental. Apenas 29% finalizaram o ensino médio e 6% têm ensino superior incompleto, o que dificulta o acesso a vagas formais e melhor remuneradas.
O dado ajuda a explicar a dificuldade de inserção da população do CadÚnico no mercado formal, já que a baixa escolaridade e a falta de qualificação impedem grande parte dos cadastrados de acessar essas vagas.
Entre os que trabalham, 4.792 possuem carteira assinada, 2.624 atuam por conta própria e 683 trabalham na agricultura familiar. Atualmente, o município tem 12.064 trabalhadores com carteira assinada. A média salarial para quem concluiu o ensino médio é de R$ 2.634,46, valor que, embora superior aos benefícios sociais, ainda é considerado limitado diante do custo de vida local.
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Em Sidrolândia, 9.729 pessoas dependem do bolsa bolsa família e 5.039 de benefícios de prestação continuada, voltados a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade. Deste total, 6.749 desenvolveram alguma atividade produtiva nos últimos 12 meses, enquanto 8.017 beneficiários não tiveram qualquer atividade remunerada no período.
O "bolsa" atende 3.380 famílias, com valor médio de R$ 707,61 por família (dados de janeiro de 2026). O montante é insuficiente para cobrir despesas básicas, como aluguel e alimentação, reforçando o caráter complementar e emergencial do benefício.
Assentamentos e vulnerabilidade social
O cadastro aponta que 2.801 pessoas assentadas estão inscritas no CadÚnico. Deste total, 682 recebem o Bolsa Família, demonstrando que mesmo em áreas de produção rural há forte presença de vulnerabilidade social e insegurança de renda.
O cadastro também registra 253 famílias com estrangeiros, 307 famílias acampadas, 34 agricultores e 959 indígenas, das quais 417 são atendidas por transferência de renda do Governo federal.
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Atualmente, 8.336 pessoas vivem em situação de pobreza extrema em Sidrolândia, distribuídas em 3.169 famílias. Em 2023, o número era de aproximadamente 9 mil pessoas (3.384 famílias), indicando uma redução modesta e a permanência de um quadro social crítico.
Sidrolândia possui 27.940 pessoas cadastradas no CadÚnico, organizadas em 11.661 famílias. Destas, 7.020 famílias têm ao menos um integrante trabalhando, enquanto 4.641 não possuem nenhum trabalhador no domicílio.




