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SIDROLÂNDIA- MS

Prefeitura prevê concluir obras na Estrada do Piqui em 20 dias após trecho ficar intransitável

Enelvo Felini também pediu desculpas pelos transtornos e afirmou que, após a conclusão das obras, a estrada deverá oferecer melhores condições de trafegabilidade.

Redação/Região News

19 de Março de 2026 - 09:03

Prefeitura prevê concluir obras na Estrada do Piqui em 20 dias após trecho ficar intransitável
Secretário de Infraestrutura, Enelvo Felini. Foto: Divulgação.

A Prefeitura de Sidrolândia prevê concluir em aproximadamente 20 dias as obras em um trecho da principal estrada vicinal da região do Piqui, que ficou intransitável após a forte chuva registrada na tarde desta quarta-feira.

Segundo o secretário municipal de Infraestrutura, Enelvo Felini, os serviços incluem a reestruturação de cerca de 1 quilômetro da estrada. A pista está sendo elevada em aproximadamente um metro e, posteriormente, receberá cascalhamento. Também estão sendo construídas caixas de retenção para conter a enxurrada e reduzir a força da água que desce para as lavouras.

Na manhã de quarta-feira, o secretário esteve no local até por volta das 10h30 acompanhando os trabalhos de manutenção. No entanto, o cenário mudou após o registro de cerca de 80 milímetros de chuva. Como o solo ainda está em fase de compactação, não suportou o peso dos caminhões carregados de soja que tentaram atravessar o trecho e acabaram atolando.

A orientação é para que os motoristas utilizem um desvio pela região do Canta Galo, onde as condições de tráfego são melhores. Equipes seguem no local prestando apoio aos condutores. Enelvo Felini também pediu desculpas pelos transtornos e afirmou que, após a conclusão das obras, a estrada deverá oferecer melhores condições de trafegabilidade.

Prefeitura prevê concluir obras na Estrada do Piqui em 20 dias após trecho ficar intransitável
Produtor rural Paulo Stefanello. Foto: Arquivos/Região News.

O produtor rural Paulo Stefanello afirmou que a intervenção é necessária, apesar dos impactos durante a execução. “Quando mexe na estrada para arrumar, na hora vira um caos, mas depois melhora”, disse.

Ele também destacou que o alto fluxo de caminhões intensifica o problema. “Só da minha fazenda saem de 20 a 25 caminhões por dia. Quando chove, o ideal é segurar, porque não tem estrada que aguente”, afirmou.

O trecho afetado liga a rodovia MS-162 à BR-060, entre o complexo de armazenagem da Cooperativa Lar e a região do Canta Galo. Com o volume de chuva, a estrada se transformou em um grande atoleiro, impedindo a passagem de caminhões carregados.

Considerada uma das principais rotas para o escoamento da safra, a estrada atende uma região que concentra cerca de 70 mil hectares de lavouras.

Motoristas relataram prejuízos e situações de risco. O caminhoneiro Emerson Trindade contou que precisou abandonar a carreta, carregada com 39 toneladas de grãos da Fazenda São Marcos, para buscar ajuda. A carga tinha como destino a unidade da Cargill, em Maracaju.

Segundo ele, uma fila de veículos se formou no local. “Um colega tentou atravessar o atoleiro e quase tombou a carreta ao deslizar para uma vala às margens da pista”, relatou.