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SIDROLÂNDIA- MS

Prefeitura vai transformar cozinha piloto em ponto de distribuição e merenda passará a ser preparada nas escolas

Com a mudança, as refeições passarão a ser preparadas diretamente nas cinco escolas que vinham sendo atendidas pelo modelo centralizado.

Redação/Região News

01 de Fevereiro de 2026 - 12:34

Prefeitura vai transformar cozinha piloto em ponto de distribuição e merenda passará a ser preparada nas escolas

A Prefeitura de Sidrolândia vai transformar a cozinha piloto, criada há mais de 20 anos pelo então prefeito Enelvo Felini atual secretário municipal de Infraestrutura em um centro de recebimento, controle de estoque e distribuição da merenda escolar. Com a mudança, as refeições passarão a ser preparadas diretamente nas cinco escolas que vinham sendo atendidas pelo modelo centralizado.

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Segundo o prefeito Rodrigo Basso, a decisão é resultado de uma análise detalhada dos custos da alimentação escolar, realizada ao longo de todo o ano letivo, com a participação das direções escolares, merendeiras, equipes da cozinha piloto e nutricionistas. O levantamento apontou que o novo modelo permitirá reduzir o desperdício, melhorar a qualidade das refeições e manter os gastos sob controle.

Atualmente, a cozinha piloto atende as escolas Porfíria do Nascimento, Valério Carlos da Costa, Pedro Aleixo, Olinda de Brito e Natália de Moraes. Pela logística adotada nas últimas duas décadas, as refeições eram preparadas em grande escala e transportadas em recipientes coletivos até as unidades escolares. Cabia às merendeiras de cada escola receber os alimentos, dividir as porções entre os alunos, servir as refeições e realizar a limpeza de panelas e utensílios. Em todas as escolas, as cantinas seguem funcionando normalmente.

De acordo com o prefeito, esse formato dificulta a mensuração exata das porções por aluno, o que acaba gerando sobras excessivas e desperdício. Além disso, a qualidade dos alimentos preparados em grande volume tende a ser mais difícil de manter, especialmente quando há variação de turnos e equipes.

Com a reorganização, a quantidade de merenda por aluno será mantida. Os servidores atualmente lotados na cozinha piloto serão redistribuídos entre as escolas, reforçando as equipes já existentes. A Prefeitura esclarece que nenhuma merendeira será demitida. Pelo contrário, a maioria das profissionais manifesta o desejo de preparar as refeições diretamente nas unidades escolares, atendendo a uma demanda antiga da própria comunidade escolar.

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A cozinha piloto não será fechada. O espaço continuará funcionando como ponto estratégico de recebimento, controle de estoque e distribuição dos insumos alimentares para a rede municipal. A principal mudança será o envio de gêneros alimentícios, e não mais de refeições prontas modelo que já é adotado com sucesso nas escolas da zona rural e nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).

Repercussão positiva

A decisão teve ampla repercussão positiva nas redes sociais, com manifestações de apoio de moradores, profissionais da educação e ex-servidores da rede municipal. Muitos comentários destacam a redução do desperdício, o maior cuidado no preparo e a melhora na qualidade da alimentação oferecida às crianças.

A moradora Priscila Nascimento afirmou que a mudança evita sobras excessivas. “Graças a Deus, a comida feita na escola tem menos desperdício, pois será preparada apenas para a quantidade de crianças do dia, e não por uma estimativa”, escreveu, parabenizando o prefeito, a equipe da Educação e os responsáveis pelo setor.

Muller Afonso também elogiou a iniciativa ao lembrar que, no passado, cada escola preparava sua própria merenda. “Cada escola com sua demanda traz mais atenção na produção e melhora a qualidade dos alimentos. Na minha época sempre foi assim”, comentou.

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Letícia Pinheiro destacou o cuidado com os alunos. “Muito importante essa decisão do prefeito de garantir que a merenda seja feita na própria escola. Isso traz mais qualidade e atenção com as crianças”, avaliou.

Ex-funcionária da rede municipal, Andreia Costa relatou experiências negativas com o modelo anterior. Segundo ela, a mudança tende a melhorar significativamente a alimentação escolar. “Já presenciei comida mal preparada, com excesso de óleo ou mal cozida.