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SIDROLÂNDIA- MS

Reajuste do ISSQN pesa mais sobre pequenas construções residenciais e comerciais

Os dados mostram que imóveis de menor metragem sofreram os maiores aumentos percentuais.

Redação/Região News

01 de Fevereiro de 2026 - 13:10

Reajuste do ISSQN pesa mais sobre pequenas construções residenciais e comerciais
Uma residência de 60 metros quadrados, por exemplo, teve o ISSQN elevado de R$ 600,00 para R$ 1.271,04, alta de 111,84%. Foto: Gerson Oliveira

A mudança na forma de cálculo do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) da construção civil em Sidrolândia provocou um impacto desigual entre obras de pequeno e grande porte. Embora a alíquota do imposto tenha sido mantida em 5%, a adoção da Unidade Fiscal de Sidrolândia (UFIS) como base de cálculo elevou de forma expressiva o valor final cobrado, especialmente nas construções menores, tanto residenciais quanto comerciais.

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Os dados mostram que imóveis de menor metragem sofreram os maiores aumentos percentuais. Uma residência de 60 metros quadrados, por exemplo, teve o ISSQN elevado de R$ 600,00 para R$ 1.271,04, alta de 111,84%. Já uma casa de 80 m² passou de R$ 1.000,00 para R$ 1.694,72, aumento de quase 70%. Esses percentuais superam amplamente a inflação acumulada do período.

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Nas construções maiores, o impacto continua relevante, porém proporcionalmente menor. Em uma residência de 160 m², o imposto subiu de R$ 2.400,00 para R$ 3.810,64, alta de 58,78%. Para imóveis de 320 m², o ISSQN passou de R$ 6.400,00 para R$ 8.473,60, crescimento de 32,4%. Já em casas de 400 m², o valor aumentou de R$ 8.000,00 para R$ 11.651,20, reajuste de 45,64%.

O mesmo comportamento se repete nas obras comerciais. Um imóvel de 80 m², típico de pequenos estabelecimentos, teve o imposto elevado de R$ 1.000,00 para R$ 1.588,80, alta de 58,88%. Em construções comerciais de 160 m², o ISSQN subiu de R$ 2.400,00 para R$ 3.601,28, aumento de pouco mais de 50%. Já empreendimentos maiores, com 320 m², registraram elevação de 25,78%, passando de R$ 6.400,00 para R$ 8.049,92.

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A análise dos números evidencia que a nova metodologia de cálculo, baseada em UFIS por metro quadrado, impacta de forma mais severa quem constrói imóveis menores, seja para moradia ou para pequenos negócios. Na prática, o modelo amplia a carga tributária justamente sobre o segmento que possui menor capacidade de absorver aumentos de custos, encarecendo tanto o acesso à moradia quanto a abertura de novos empreendimentos comerciais no município.