SIDROLÂNDIA- MS
‘Se tivesse negociata por terreno, eles estariam aqui’, dispara prefeito após sessão esvaziada
A sessão Elextraordinária convocada para votar 15 projetos fracassa por falta de quórum e expõe crise entre Executivo e Legislativo.
Redação/Região News
04 de Março de 2026 - 20:46

A sessão extraordinária convocada para as 18h desta quarta-feira pelo presidente da Câmara Municipal, Otacir Figueiredo, a pedido do prefeito de Sidrolândia, Rodrigo Basso (PL), terminou sem sequer ser aberta. Dos 13 vereadores, apenas três compareceram; Shirley Basso, Carol Terra e Joana Michalski, número insuficiente para formação de quórum. A ausência dos demais parlamentares impediu o início dos trabalhos e transformou a noite em um revés político para o prefeito.
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A pauta previa a votação de 15 projetos considerados estratégicos pelo Executivo, entre eles a permuta de uma área para viabilizar a construção de mais de 200 casas populares, a criação do Auxílio-Representação, que teria como primeiros beneficiários churrasqueiros que representarão o município em torneio na Argentina, além da instituição do feriado municipal de 19 de abril, Dia do Índio, e propostas de incentivo ao esporte.
Mesmo com o plenário lotado por servidores públicos e apoiadores mobilizados pelo governo, a estratégia não garantiu a presença mínima de vereadores. O esvaziamento foi articulado ao longo do dia e anunciado por parlamentares nas redes sociais, em retaliação à situação do transporte escolar rural, tema que vem gerando forte repercussão em Sidrolândia e foi amplamente noticiado pelo Região News.
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A crise teve início após denúncias de pais sobre precariedade no transporte de alunos da zona rural e assentamentos, incluindo ausência de monitores e longos percursos. O caso ganhou contornos ainda mais delicados com a polêmica envolvendo o superintendente de Transporte Escolar, defendido publicamente pelo prefeito. Diante do cenário, vereadores liderados por Cledinaldo Cotocio passaram a defender o travamento da pauta sob o slogan “Sem transporte, sem voto”.
Sem quórum para abrir a sessão, o prefeito utilizou a tribuna para fazer um discurso contundente.
Ao criticar os vereadores ausentes, afirmou que em seu governo não há negociatas e declarou: “Se tivesse negociata por terreno, eles estariam aqui”.
A fala foi interpretada como uma insinuação de que, em outras circunstâncias, a troca de benefícios poderia garantir apoio legislativo.
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O episódio escancarou o racha entre Executivo e Legislativo. De um lado, o prefeito sustenta que projetos de interesse coletivo foram barrados por estratégia política. De outro, os vereadores ausentes alegam que a medida foi uma forma de pressionar o governo a apresentar solução concreta para o transporte escolar. Vereadores ouvidos pela reportagem não quiseram comentar as declarações do prefeito que insinuou não fazer negociatas em troca de voto no parlamento.




