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Servidores da Saúde protestam após vereador chamar médicos de “bombadinhos”
Serviços de urgência e emergência, como a UPA, seguiram funcionando normalmente, e médicos que participaram do ato não estavam em horário de plantão.
Redação/Região News
26 de Março de 2026 - 08:16

Servidores da Secretaria de Saúde saíram as ruas nesta quarta-feira (25) após declarações consideradas ofensivas feitas durante sessão na Câmara Municipal na última segunda-feira (23).

A manifestação, que contou com o apoio e participação da secretária Vanessa do Prado, durou 30 minutos, com suspensão antecipada do atendimento nas unidades. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o tempo será compensado posteriormente e não houve prejuízo à população. Serviços de urgência e emergência, como a UPA, seguiram funcionando normalmente, e médicos que participaram do ato não estavam em horário de plantão.
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Inicialmente, os servidores cogitaram uma paralisação mais ampla, mas a secretária de Saúde, Vanessa Prado, se solidarizou com o movimento e autorizou a mobilização por tempo reduzido.
Durante o protesto, que contou com a participação de médicos, enfermeiros e profissionais administrativos, os manifestantes percorreram ruas da cidade, passaram em frente à Câmara Municipal e seguiram até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), acompanhando uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
De acordo com os servidores, após as declarações, usuários insatisfeitos com a demora no atendimento passaram a ofender profissionais de forma mais agressiva. Segundo a secretária as falas têm impacto direto no ambiente de trabalho e podem afetar a permanência de profissionais no município.
“Os ataques têm afetado diretamente o trabalho e até a permanência de profissionais no município. Nosso movimento é de paz. Queremos apenas ser respeitados e continuar cuidando da população”, declarou.
Ela destacou ainda que a rede municipal realiza, em média, entre 500 e 600 atendimentos diários e vem passando por melhorias, como a implantação da “Upinha”, que ajudou a reduzir a sobrecarga nas unidades de urgência.
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O protesto também teve como objetivo reforçar a importância da valorização dos servidores e do respeito à categoria. Os profissionais informaram que pretendem acompanhar a próxima sessão da Câmara Municipal, enquanto o Legislativo poderá avaliar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a situação.
Posicionamento do vereador

O vereador Izaqueu de Souza Diniz, o “Gabriel Autocar” (PSD), chamou médicos de “bombadinhos” durante a sessão e criticou supostos erros em atendimentos na rede pública de saúde.
Em vídeos que circulam nas redes sociais, ele mantém o tom das críticas e afirma que há profissionais recém-formados cometendo falhas. O parlamentar citou casos de atendimentos que considera inadequados, incluindo o de uma criança e de um homem que perdeu a perna.
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Izaqueu também informou ter apresentado um requerimento solicitando informações detalhadas sobre plantões e número de servidores, além de levantar suspeitas sobre a existência de funcionários “fantasmas”.
Ele ainda criticou a gestão da saúde municipal. “Se a secretária quer trabalhar, que levante da cadeira e veja o que está acontecendo no município”, afirmou, defendendo que o objetivo é apurar o serviço e cobrar resultados.




