ECONOMIA
Produtores fazem empréstimo de R$ 41 milhões para sanar déficit de armazenagem
O crédito foi direcionado a cooperativas e produtores de soja e milho, cuja produção cresceu nos últimos anos, sem contar com expansão da capacidade armazenadora
Campo Grande News
22 de Dezembro de 2014 - 13:00
Para resolver um problema que atinge produtores de grãos de Mato Grosso do Sul, o Banco do Brasil emprestou neste ano R$ 41 milhões para a construção e ampliação de armazéns. O crédito foi direcionado a cooperativas e produtores de soja e milho, cuja produção cresceu nos últimos anos, sem contar com expansão da capacidade armazenadora.
No total, o Estado deve produzir 14 milhões de toneladas de grãos na safra 2014/2015, conforme previsão da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul). Desse volume, apenas oito milhões de toneladas terão armazéns para depósito. Os restante, que representa 40% da produção, deve ser comercializado o quanto antes.
O problema da venda imediata dos grãos são os preços. Com mais armazéns, os produtores poderão estocar os produtos e vender somente quando os preços estiverem favoráveis.
O cenário deve mudar em breve, já que produtores estão investindo na construção e ampliação de armazéns, por meio do PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns), segundo o gerente de mercado do Banco do Brasil, Rafael Remonti.
O banco é o mais procurado pelos produtores que desejam se beneficiar de linhas de crédito específicas para a área rural. Acredito que atualmente esse déficit de armazenagem está em torno de quatro milhões de toneladas e deve reduzir nos próximos anos, com a construção dos armazéns, tanto nas fazendas como por empresas que prestam serviço aos produtores, explica o gerente.
Com cerca de 50 linhas de crédito da o setor rural, o Banco do Brasil responde por 65,2% dos empréstimos para produtores em todo o Brasil. A maioria das contratações é voltada para custeio, em seguida tem-se investimento e comercialização.
Para as empresas que também se beneficiam de empréstimos para construção de armazéns, os bancos disponibilizam recursos do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste). Para 2014, segundo Rafael, a previsão era de oferecer empréstimos de R$ 550 milhões, mas foram aplicados R$ 720 milhões. O aumento se deu em função da demanda, que aumentou, justifica o gerente.
O PCA oferece crédito com 4% de juros ao ano, prazo de 15 anos e três anos de carência, conforme Rafael. Nas linhas de crédito rural oferecidas pelo Banco do Brasil, a inadimplência se mantem em 0,5% há nove anos, segundo Rafael. É um número muito bom. Esse número só foi maior em 2005, quando houve um período de perda de safra de lavoura, mas de lá para cá se mantem nesse patamar, avalia o gerente.




