ECONOMIA
Receita 10% abaixo da prevista represou pagamento de fornecedores e prestadores de serviço
Até agora as receitas somaram R$ 91.445.787,00, R$ 10,2 milhões a menos que o previsto para os oito meses do ano: R$ 102.192.490.10.
Flávio Paes/Região News
16 de Outubro de 2016 - 21:01
Embora possa ter havido excessos pontuais nas despesas, o fato é que as dificuldades financeiras da Prefeitura também podem ser creditadas ao contexto de crise econômica do País que diminuiu o ritmo do crescimento da receita e em alguns casos provocou perda de arrecadação. Até agora as receitas somaram R$ 91.445.787,00, R$ 10,2 milhões a menos que o previsto para os oito meses do ano: R$ 102.192.490.10.
A maior frustração foi com as transferências constitucionais (FPM, ICMS, IPVA). Havia a projeção do recebimento de R$ 83.824.485,06, só chegaram aos cofres públicos R$ 77.591.849,75. Em agosto, por exemplo, o repasse de ICMS (R$ 2.057,034,44) foi 1,19% menor que o de igual período de 2015 (R$ 2.100.163,46).
A receita com o IPTU também não correspondeu à expectativa. Em oito meses, só houve recebimento de 24,95% do total lançado (R$ 9.335.352,23), quando normalmente a Prefeitura recebe 50%, o que equivaleria a uma arrecadação de R$ 4,6 milhões. Este crescimento da inadimplência (de para mais de 76%) é resultado do aumento de até 300% no valor do imposto, conseqüência das alterações na setorização dos imóveis e aumento da planta genérica, base de cálculo do imposto.
Do lado dos gastos, alguns itens extrapolaram o previsto. Havia previsão de despesas correntes (salários, custeio da máquina, obras e serviços) até agosto, no montante de R$ 79.932.743,40. Os gastos chegaram a mais de R$ 85 milhões. É o caso específico das despesas com pessoal (salários e encargos) que no período chegaram a R$ 52.157.94,33, quando o previsto era R$ 43.673.283,24.




