ECONOMIA
Sistema de plantio direto não atinge objetivos no Estado
Um dos fundamentos básicos dessa prática agrícola é a aplicação da rotação de culturas e na Região Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso do Sul
Correio do Estado
15 de Dezembro de 2014 - 07:33
O sistema de plantio direto que é uma prática considerada de excelência na agricultura brasileira, responsável por avanços importantes nas atividades do campo e de defesa do meio ambiente, em especial dos solos, tem atingido plenamente seus objetivos na Região Sul do Brasil, mas no Centro-Oeste, no chamado Brasil Central, os resultados não têm sido tão positivos quanto se falava até pouco tempo atrás. Um dos fundamentos básicos dessa prática agrícola é a aplicação da rotação de culturas e na Região Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, a sucessão de apenas duas culturas por muitos anos, a soja e o milho, tem desvirtuado os principais objetivos do sistema.
Na Região Sul do Brasil, os resultados têm sido muito bons. A erosão foi controlada e a taxa de perda de matéria orgânica dos solos foi reduzida significativamente, preservando a qualidade química, física e biológica dos solos. Ocorre que, no Sul, as taxas de decomposição da matéria orgânica são menores em função das temperaturas mais amenas e o sistema de plantio direto foi implantado com rotação de culturas. Dessa forma, tem sido possível o acúmulo de resíduos na superfície do solo, com o consequente enriquecimento das áreas agrícolas e a acumulação positiva de palhada para proteção do solo.
Centro-Oeste
Nas áreas de produção do Brasil Central, compreendendo a Região Centro-Oeste e parte das regiões Sudeste, Norte e Nordeste, as opções de rotação de culturas são menores e as elevadas temperaturas aceleram o processo de degradação da matéria orgânica do solo. Como consequência, não há acumulo de resíduos na superfície do solo e o sistema de plantio direto fica prejudicado, comprometido.




