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Policial

"Caso Kauan": Justiça mantém denuncia e marca primeira audiência

A decisão foi dada nesta sexta-feira (17) pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminal de Campo Grande.

Midiamax

18 de Novembro de 2017 - 07:19

A Justiça negou pedido da defesa que tentava absorver o professor suspeito de de matar e esquartejar o menino Kauan Andrade de 9 anos e agendou para para às 13h30 do dia 18 de dezembro a primeira audiência do caso. A decisão foi dada nesta sexta-feira (17) pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminal de Campo Grande.

Em seu pedido, a defesa pedia que a denúncia fosse rejeitada sob alegação de que inexiste exame de corpo de delito, não havendo assim qualquer prova de materialidade do crime.

Conforme o juiz, “não obstante o corpo da suposta vítima não tenha sido encontrado, não se pode falar em ausência de qualquer prova de materialidade do delito, tendo em vista que foram encontrados no veículo do acusado fios de cabelo e marcas de sangue que podem ser da aludida vítima, estando no aguardo apenas da juntada do laudo acerca do resultado de DNA”.

Ainda segundo o magistrado, “somente durante a instrução criminal será possível se verificar o resultado do exame de DNA e a comprovação ou não de todos os fatos narrados na denúncia, com a consequente absolvição em caso de não restarem demonstrados, sendo precoce a eventual rejeição da denúncia”.

O professor é acusado de um estupro de vulnerável com resultado morte, destruição ou ocultação de cadáver e vilipendiar cadáver. Também é acusado de outros dois estupros de vulnerável, quatro estupros, seis induzimentos à prostituição, além de uma contravenção penal de molestar adolescente. Somados, caso comprovados, os crimes podem gerar pena de pelo menos 86 anos de prisão.

Caso

Kauan desapareceu da casa da família, no Aero Rancho, no dia 25 de junho. O menino cuidava carros na região quando foi visto pela última vez. A família registrou boletim de ocorrência e as investigações foram realizadas pela Depca. Foram mais de 20 dias sem notícias até o último sábado (22), quando o caso foi esclarecido.

Durante as investigações do desaparecimento, um adolescente de 14 anos acabou apreendido por envolvimento no crime. Ele relatou à polícia que atraiu Kauan na noite do dia 25 de junho para a casa. A criança teria falecido enquanto era violentada.

Com Kauan inconsciente, não se sabe ainda se desmaiado ou já sem vida, os suspeitos colocaram o corpo do menino em saco plástico e ‘desovaram’ no Córrego Anhanduí, por volta da 1 hora do dia 26 de junho.

O homem suspeito de ser pedófilo foi preso na sexta-feira (21), no começo da tarde, pouco antes do início das buscas pelo corpo do menino. De acordo com o delegado Paulo Sérgio Lauretto, o suspeito nega as acusações, mas com o depoimento do adolescente e os fatos já confirmados pela perícia, não há dúvidas de que a vítima era Kauan.

Sobre o local onde o corpo foi deixado, segundo a autoridade policial, o adolescente apresentou contradição. Ele afirma que entrou no carro do suspeito, com o corpo no porta-malas, mas que não desceu do veículo para jogar o menino.