Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 22 de Abril de 2021

Policial

Policial Federal diz que estava embriagado e atirou em advogado por ter se confundido

Uma reconstituição foi feita na noite desta terça-feira (4), com base nas versões do policial federal e de um dos assaltantes

Correio do Estado

05 de Novembro de 2014 - 10:13

Os tiros que mataram o advogado Márcio Alexandre dos Santos, de 37 anos, foram disparados pelo policial federal que o acompanhava. A informação é do titular do Serviço de Investigação Geral (SIG), Adilson Stiguivitis Lima. De acordo com o delegado, dois inquéritos foram abertos para apurar o caso, que ocorreu no dia 25 de outubro, em Dourados (MS). Um deles foi concluído na última segunda-feira (3) e os quatro assaltantes que participaram do crime foram identificados. Dois já estão presos. O segundo inquérito apura a morte do advogado. Uma reconstituição foi feita na noite desta terça-feira (4), com base nas versões do policial federal e de um dos assaltantes.

Ainda de acordo com o delegado, Márcio estava acompanhado do amigo, um policial federal, que admitiu estar embriagado. Os dois tinham ingerido bebida alcoólica e pararam a caminhonete Hilux para urinar. Neste momento, quatro bandidos chegaram num veículo Gol. Dois desceram e, um deles, que estava armado com um revólver calibre .22, anunciou o roubo.

Conforme Stiguivitis, o policial federal efetuou disparos contra o assaltante, identificado como Isaac, que acabou sendo atingido por dois tiros. Enquanto isso, outro criminoso correu e entrou na caminhonete. O advogado também correu na direção do veículo, mas foi baleado antes de conseguir entrar. Ao contar sua versão, o PF afirmou que atirou na direção do amigo, pois o confundiu com o bandido. Márcio foi baleado pelo menos oito vezes e atropelado pelo assaltante, que fugiu com a Hilux. Em seguida, o policial disse ter ligado para alguns colegas para relatar que havia atingido dois ladrões. Ele também afirmou para os amigos que o advogado tinha fugido com a caminhonete, deixando-o para trás. 

A polícia descartou a hipótese de que o advogado foi baleado pelos bandidos, pois no corpo da vítima, foram encontrados projéteis da pistola calibre .9, utilizada pelo policial. De acordo com o delegado, mais duas pessoas estão envolvidas indiretamente no caso. Eles são acusados de planejar juntamente com os quatro assaltantes do crime, o roubo de uma outra caminhonete, que segundo eles, não foi realizado. Um dos suspeitos estava numa residência, onde foram encontradas também 350 gramas de pedra de crack. Ele será autuado por associação criminosa armada e tráfico de drogas. Ainda conforme o titular do SIG, o policial federal poderá responder por homicídio, pois atirou várias vezes contra a vítima.