Política
Operação Uragano fica só no barulho, com 60 indiciados e nenhum condenado
Pagava-se, segundo a investigação, uma espécie de mensalão às autoridades que, em troca, ofertavam favorecimentos políticos e proteções judiciárias.
Correio do Estado
24 de Fevereiro de 2014 - 09:10
Passados três anos e cinco meses da Operação Uragano, uma das maiores investidas contra a corrupção em Mato Grosso do Sul, trama que implicou ao menos 60 pessoas, entre as quais importantes lideranças políticas e nove empresas, até agora, a Justiça não conseguiu punir ninguém.
Estima-se que os indiciados por formação de quadrilha e fraude à licitação tenham surrupiado em torno de R$ 36 milhões dos cofres públicos, principalmente da prefeitura de Dourados, foco das investigações conduzidas inicialmente pela Polícia Federal
Além da conspiração cujo alvo eram as concorrências públicas, apuradores do caso descobriram um suposto esquema de pagamento de propina com a participação de expressivos personagens da maior corte judicial sul-mato-grossense, o Tribunal de Justiça, políticos daqui cumprindo mandatos em Brasília e o então ex-comandante do MPE (Ministério Público Estadual).
Pagava-se, segundo a investigação, uma espécie de mensalão às autoridades que, em troca, ofertavam favorecimentos políticos e proteções judiciárias.
O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) pediu a demissão do o ex-chefe do MPE de MS, o procurador Miguel Vieira no ano passado, mas a recomendação ainda não saiu do papel.




