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Política

Para vereador, denúncia sobre fraude em licitação “é perseguição política” por fazer oposição

Nelinho diz que há dois anos prestou depoimento ao Ministério Publico e ainda não foi notificado da abertura da ação civil.

Flávio Paes/Região News

27 de Fevereiro de 2014 - 17:03

O vereador Nélio Paim (PR), acusado pelo Ministério Púbico de favorecimento em licitações na época em que sua sogra, Tania Rossato, era secretária Municipal de Saúde, acredita estar sendo vítima de perseguição política por vir mantendo na Câmara uma postura crítica de oposição a atual administração.

“Este assunto foi divulgado na época da campanha eleitoral e agora vem à tona, justamente quando solicitei cópia do vídeo mostrado na sessão solene de abertura dos trabalhos legislativos, cujo conteúdo claramente configurou promoção pessoal e até crime eleitoral”.

Nelinho garante que é comum, servidores públicos ou parentes deles, participar e vencer de licitações para fornecimento de produtos à Prefeitura. Ele diz que sua farmácia (que encerrou atividades no início do ano), atuou como fornecedora da Secretaria de Saúde desde 2003, inclusive no período da administração do ex-prefeito Enelvo Felini.

“Perdemos e ganhamos várias licitações. Naturalmente, vencemos aqueles em que oferecemos o menor preço em relação aos concorrentes”. O vereador assegura que não houve nenhum prejuízo aos cofres públicos, porque os produtos contratados foram entregues, com os menores preços de mercado.

Nelinho diz que há dois anos prestou depoimento ao Ministério Publico e ainda não foi notificado da abertura da ação civil. “Estamos à disposição da Justiça. Não temos nada a temer”, assegura.