SIDROLÂNDIA- MS
Frigorífico Balbinos retoma atividades e prevê abate de até 670 cabeças na sexta-feira
Após mais de 90 dias de paralisação, o Frigorífico Balbinos retomou gradualmente suas atividades em Sidrolândia.
Redação/Região News
14 de Janeiro de 2026 - 16:29

Após mais de 90 dias de paralisação, o Frigorífico Balbinos retomou gradualmente suas atividades em Sidrolândia. O período de interrupção incluiu 30 dias de férias coletivas e, posteriormente, cerca de dois meses em que os funcionários apenas bateram ponto.
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Desde a última sexta-feira a unidade voltou a operar com o abate inicial de 270 cabeças de gado, e a previsão é alcançar 670 animais abatidos sexta-feira que vem.
A retomada das atividades representa um alívio para os trabalhadores, que viveram semanas de incerteza quanto à manutenção dos empregos. A empresa projeta, nos próximos dias, ampliar o ritmo de produção para até 800 cabeças por dia, dependendo do fornecimento de gado e das condições financeiras.
O retorno das operações foi viabilizado após o deferimento da recuperação judicial, protocolado em 31 de outubro. À época, a empresa enfrentava severas restrições de crédito, o que inviabilizou a compra diária de gado um custo estimado em cerca de R$ 3 milhões por dia. Como medida emergencial, foram concedidas férias coletivas aos funcionários.
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Em 3 de novembro, o frigorífico obteve uma liminar que suspendeu por 30 dias as penhoras de bens solicitadas por credores, garantindo um período mínimo de estabilidade para a retomada das atividades. No entanto, a decisão manteve a restrição de crédito do CNPJ, limitando o acesso a financiamentos e operações financeiras.
Segundo os advogados da empresa, o pedido de recuperação judicial tornou-se indispensável diante do agravamento da crise financeira, provocada por uma combinação de fatores internos e externos. Entre eles está o investimento de aproximadamente R$ 50 milhões na implantação de uma nova sala de desossa, concluída há quatro anos, mas que permanece fechada por falta de pavimentação no acesso ao pátio de desembarque de gado obra prometida por três gestões municipais e nunca executada. Sem a estrutura em funcionamento, o frigorífico não conseguiu se habilitar para exportação, comprometendo a ampliação de mercados e a geração de receita.
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Além disso, a empresa foi impactada pela alta dos juros, pela volatilidade cambial, pela redução da oferta de gado na região e pelas secas recentes, que elevaram os custos de produção. O passivo total chegou a R$ 185,4 milhões em setembro de 2025, com prejuízos acumulados de R$ 15,5 milhões em 2024.




